Habitar entre fronteiras: experiências de trabalhadoras paraguaias na construção de lar(es) entre ciudad del este e Foz do Iguaçu
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Universidad de Granada
Departamento
Universidad de Granada. Programa de Doctorado en Estudios de Mujeres, Discursos y Prácticas de GéneroMateria
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Fecha
2024Fecha lectura
2024-06-12Referencia bibliográfica
Machado Magalhães, Lina Paula. Habitar entre fronteiras: experiências de trabalhadoras paraguaias na construção de lar(es) entre ciudad del este e Foz do Iguaçu. Granada: Universidad de Granada, 2024. [https://hdl.handle.net/10481/96196]
Patrocinador
Tesis Univ. Granada.; Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC); Projeto “Mulheres e Fronteiras” (2019-2013),1 financiado pela Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Chile (ANID)Resumen
Esta tese analisa as práticas cotidianas de habitar das mulheres paraguaias transfronteiriças que
residem e trabalham entre Ciudad del Este (Paraguai) e Foz do Iguaçu (Brasil), território que
compõe a tríplice-fronteira do Paraná, uma das fronteiras mais movimentadas do Brasil e da
América do Sul. Observa, concretamente, como as mulheres habitam esse território particular,
como constroem lares através das fronteiras nacionais, quais sentidos atribuem a estes espaços
e a si mesmas e, ainda, quais são as relações de gênero que neles operam. Esta pesquisa é
resultado do trabalho etnográfico – feminista e multisituado – estruturado a partir do
acompanhamento das trajetórias das mulheres e da reconstrução de suas histórias de vida entre
as fronteiras do Paraguai, do Brasil, da Argentina e da Espanha. O trabalho de campo foi
realizado, primeiro, entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, entre os meses de junho e agosto de
2022 e, mais tarde, entre as cidades espanholas de Granada, Madrid e Barcelona, no período
entre setembro de 2022 a março de 2023. Mais que ressaltar a dicotomia entre os lares
transfronteiriços e transnacionais, esta pesquisa revelou a configuração de uma estratégia de
habitar (trans)fronteiriço-nacional, em que as mulheres sorteiam constantemente as escalas
geográficas de acordo com a vigência dos sistemas de desigualdade de gênero que operam em
cada território e entre os territórios, com o momento do seu ciclo vital, com o contexto
socioeconômico individual e coletivo, e com a possibilidade de acesso a direitos. Atravessar
fronteiras, curtas ou longas, está muito presente no habitar de nossas interlocutoras: tanto como
dimensão imaginária, como possibilidade real e concreta de atravessamento. Comprovou-se a
hipótese de que o mandato feminino do cuidado assume um papel central nos sistemas
transfronteiriços de desigualdade de gênero, funcionando como elemento impulsor das
mobilidades transfronteiriças e transnacionais femininas, como articulador das relações sociais
e territórios entre as fronteiras e, por fim, como condicionante de suas formas de habitar e
pertencer, isto é, suas formas de ser, finalmente. Para chegar a estas considerações, a presente
tese se nutriu das perspectivas teóricas do transnacionalismo; dos estudos de gênero, fronteira
e migração; assim como dos estudos da geografia crítica do lar. A utilização do lar como
conceito e unidade analítica privilegiada permitiu questionar a hegemonia dos espaços públicos
e produtivos no estudo dos fenômenos sociais, superar a dicotomia público-privado, analisar as relações de gênero e de poder, incluir as diversas experiências e espacialidades que conformam
a mobilidade contemporânea, e visibilizar a relação cotidiana entre as habitantes e o lugar de
habitar. Finalmente, a pesquisa se situa em um dos principais debates atuais, interpelada pelas
novas formas de habitar um mundo em movimento e um mundo onde o movimento vem se constituindo cada vez mais como resposta, recurso, resistência e esperança diante de fenômenos
como guerras, crises climáticas e acentuação das desigualdades e violências, entre elas, as de
gênero. Para os/as que vivem [vivemos] nas bordas, nas margens da sociedade colonialcapitalista-
patriarcal, é preciso “ser cruce de caminos”, como nos lembra Gloria Anzaldúa. Esta tesis analiza las prácticas cotidianas de habitar de las mujeres paraguayas transfronterizas
que residen y trabajan entre Ciudad del Este (Paraguay) y Foz do Iguaçu (Brasil), territorio que
compone la tríplice frontera del Paraná, una de las fronteras más transitadas de Brasil y de
América del Sur. Observa, concretamente, como las mujeres habitan ese territorio particular,
como construyen hogares a través de las fronteras nacionales, cuales sentidos asignan a estos
espacios y a si propias y, además, cuáles son las relaciones de género que operan en ellos. Esta
investigación es resultado del trabajo etnográfico – feminista y multisituado – estructurado a
partir del acompañamiento de las trayectorias de las mujeres y de la reconstrucción de sus
historias de vida entre las fronteras de Paraguay, Brasil, Argentina y España. El trabajo de
campo se realizó, primero, entre Ciudad del Este y Foz do Iguaçu, entre los meses de junio y
agosto de 2022 y, más tarde, entre las ciudades españolas de Granada, Madrid y Barcelona, en
el periodo entre septiembre de 2022 a marzo de 2023. En lugar de resaltar la dicotomía entre
los hogares transfronterizos y transnacionales, este estudio reveló la configuración de una
estrategia de habitar (trans)fronteriza-nacional, en que las mujeres sortean constantemente las
escalas geográficas de acuerdo con la vigencia de los sistemas de desigualdad de género que
operan en cada territorio y entre los territorios, con el momento de su ciclo vital, con el contexto
socioeconómico individual y colectivo, y con la posibilidad de acceso a derechos. Cruzar
fronteras, cortas o largas, está muy presente en el habitar de nuestras interlocutoras: sea como
dimensión imaginaria o como posibilidad real y concreta de cruce. Se comprobó la hipótesis de
que el mandato femenino del cuidado asume un papel central en los sistemas transfronterizos
de desigualdades de género, funcionando como elemento impulsor de las movilidades
transfronterizas y transnacionales femeninas, como articulador de relaciones sociales y
territorios entre las fronteras y, por fin, como condicionante de sus formas de habitar y
pertenecer, es decir, sus formas de ser, finalmente. Para llegar a estas consideraciones, la
presente investigación se utilizó de las perspectivas teóricas del transnacionalismo; de los
estudios de género, frontera y migración; así como de los estudios de la geografía crítica del
hogar. La utilización del hogar como concepto y unidad analítica privilegiada, permitió
cuestionar la hegemonía de los espacios públicos y productivos en el estudio de los fenómenos
sociales, superar la dicotomía público-privada, analizar las relaciones de género y poder, incluir
las diversas experiencias y espacialidades que conforman la movilidad contemporánea, y visibilizar la relación cotidiana entre habitantes y lugar de habitar. Finalmente, la investigación
se sitúa en uno de los principales debates actuales, interpelada por nuevas formas de habitar un
mundo en movimiento y un mundo donde el movimiento viene constituyéndose cada vez más
como respuesta, recurso, resistencia y esperanza frente a fenómenos como guerras, crisis
climáticas y aumento de las desigualdades y violencias, entre ellas, las de género. Para los/as
que viven [vivemos] en las bordas, en los márgenes de la sociedad colonial-capitalistapatriarcal,
es necesario “ser cruce de caminos”, como nos recuerda Gloria Anzaldúa.